Comentário sobre o texto: Os ultra-ricos preparam um mundo pós humano. Rushkoff, Douglas.
A leitura do texto citado acima possibilita diversas reflexões acerca da tecnologia e o futuro da humanidade. Isso porque o autor relata o episódio de cinco bilionários que se encontraram para descobrir soluçöes individualistas para o mundo "pós-apocalíptico" e, discordando dessa ideia, analisa que essas pessoas com um poder monetário mais alto têm a possibilidade e o poder para melhorar a condição social atual e fomentar um mundo mais igualitário, entretanto não se interessam ou não acreditam que isso possa impedir uma catástrofe e, assim, preferem se preparar desde já para o pior e investir amplamente em soluções para que possam se salvar quando o Evento ocorrer. Dessa forma, essa lógica de mercado de priorizar a tecnologia em detrimento de características humanas se estabelece e ganha cada vez mais força no cenário mundial atual, contibuindo para uma conjuntura socio-econômica gradualmente mais desigual e para uma visão mais negativa da condição humana e de sua natural coletividade.
Isso se dá pois há algumas décadas o capitalismo se consolida como o sistema econômico hegemônico no mundo e, a partir disso, o lucro é priorizado em todas as escalas das relações comerciais, mesmo que, para tal resultado, alguns indivíduos percam sua vida ou sua liberdade. Ainda, com o tempo e com a contribuiçao dos avanços tecnológicos, aqueles que possuem o dinheiro se tornam cada vez mais fechados em si mesmos, chegando quase em um ponto de negação de sua condiçao humana para poder obter mais riquezas. Nessa conjuntura, é necessario refletir que a sociabilidade faz parte do ser humano, e em algum momento, seja no Evento, daqui 10 anos ou 20, esses milionarios perceberão que seu dinheiro ou seu aparato tecnológico não serão capazes de substituir ou banir a convivência social e a coletividade dos indivíduos.


Concordo muito com você! Esse é um exemplo triste de como o individualismo capitalista sobe à cabeça das pessoas. Os mais ricos e influentes levaram o mundo a essa situação e se negam a lidar com ela de maneira saudável. Se um "Evento" tem chance de ocorrer é devido a essa lógica de mercado suicida, então obviamente eles não deveriam recorrer a ela para tentar se proteger.
ResponderExcluirComo eles pensam em viver nesse futuro pós-apocalíptico? Se serão apenas alguns a sobreviverem nesse mundo, como eles pensam em continuar com as relação de trabalho? É quase impossível imaginar que eles preferem criar robôs para servirem à eles do que criar relações amistosas com os humanos que os cercam.
ResponderExcluirPensando o ser humano como intrinsecamente social, as relações são indispensáveis em quaisquer instâncias da vida. Nesse futuro distópico tematizado por Douglas Rushkoff, realmente até a lógica de dominação do mercado está fadada ao fracasso, pois, sem consumidores, o dinheiro perde sua função e, por extensão, esses milionários perdem a relevância que têm no sistema.
ResponderExcluirLamentável o fato de as pessoas terem capital e poder para melhorar as condições de vida na sociedade, mas não se interessarem por essa vertente, pois pensam apenas em o seu próprio bem-estar.
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